domingo, 16 de maio de 2010

O quase...

Então naquela sutil noite eles se encontraram...
Os olhares eram firmes e intensos
O abraço era forte e doloroso
Os sorrisos eram trêmulos
E os desejos instigantes.

A meia noite ele batia em seu portão
Falando pouco porém falando tudo.
Falava de seus medos e desejos como nunca mais tinha ousado falar.
No frio que naquela noite havia um precisava do abraço do outro para se esquentar.
Porém a barreira colocada entre os dois se fazia firme apesar dos olhares que os condenavam.
O desejo que se fazia presente nos dois,
fazia com que as mãos alcançassem o que queriam mais antes a consciência se instalava e impedia.
Em pouco tempo, ele tomou seu rumo.
Despediu-se de longe para não haver contato.
Fingiu esquecer do abraço e do beijo de adeus para não cometer nenhum deslize.
Por fim um deslizava no desejo do outro e lamentavam a má sorte de terem encontrado uma brecha na impassível camada que agora os separam.
Porém nada se podia fazer .
A escolha estava feita o destino era aquele e ninguém até então podia reverter.

Por Juliana Bezerra

Agora vai...


Agora vai...
Realizar seu sonho em outra dimensão.
Encontrar seu amor em outra estação.
Mostrar pra vida a arte do nosso coração
Agora vai...
Ser Feliz longe de tudo aqui
Deixar saudade para nós aqui
Saciar seus desejos construídos e seus sonhos loucos.
Agora vai...
Dar início ao nosso mais novo sonho
Dar continuidade ao nosso choro
De estar longe de um e agora outro
Deixa o sonho levar a tua mente.
Tenta nunca acordar deste sonho.
Mas lembra que você é parte da minha vida é parte dos meus sonhos.
Agora vai...
Seja feliz nessa sua estrada sem fim
Crie força quando achar que vai cair.
Lembra de tudo e qualquer coisa grite por mim.
Te amo muito
Além de tudo.

domingo, 9 de maio de 2010

Distância que gera saudade.


A saudade chega sorrateira, silenciosa,
disfarçada de algo que não consigo decifrar, definir ou compreender.
É um aperto que me seca a garganta,
lacrimeja os olhos e me faz lembrar da angústia da distância.
Fico meio sem saber o que fazer, relegada à impotência de apenas senti-la, da forma mais viva que me é permitido e imposto.
Assim me vejo perdida no vão da distância que agora existe entre nós.
Me preparaste para caminhar só.
Mas não me preparaste para conviver com a saudade.
Sinto falta dos seus berros aos meus ouvidos e dos 7 e 8s que você contava nos ensaios.
Sinto falta do seu silêncio quando eu fazia tudo errado.
Sinto falta das nossas risadas e das nossas bagunças nos fins de semana.
Bom que me deixaste a sua dança, que me ensinaste teus passos.
Assim eu vou suprindo a sua falta com seu próprio ensinamento.
Usando eles para construir minha bagagem como se fosse um espetáculo.
Para daqui a um tempo tudo isso acabar e juntos mais uma vez entrarmos em Cena.
Pai Valber, eu te amo.