domingo, 9 de maio de 2010

Distância que gera saudade.


A saudade chega sorrateira, silenciosa,
disfarçada de algo que não consigo decifrar, definir ou compreender.
É um aperto que me seca a garganta,
lacrimeja os olhos e me faz lembrar da angústia da distância.
Fico meio sem saber o que fazer, relegada à impotência de apenas senti-la, da forma mais viva que me é permitido e imposto.
Assim me vejo perdida no vão da distância que agora existe entre nós.
Me preparaste para caminhar só.
Mas não me preparaste para conviver com a saudade.
Sinto falta dos seus berros aos meus ouvidos e dos 7 e 8s que você contava nos ensaios.
Sinto falta do seu silêncio quando eu fazia tudo errado.
Sinto falta das nossas risadas e das nossas bagunças nos fins de semana.
Bom que me deixaste a sua dança, que me ensinaste teus passos.
Assim eu vou suprindo a sua falta com seu próprio ensinamento.
Usando eles para construir minha bagagem como se fosse um espetáculo.
Para daqui a um tempo tudo isso acabar e juntos mais uma vez entrarmos em Cena.
Pai Valber, eu te amo.

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