Por meio de poucas e loucas palavras EU.
Descrita por mim e por outros, descrita por sentimentos poucos...
entre razões e emoções, entre ódios e paixões.
Passa o tempo e estou naquele mesmo percurso... Novamente sinto aquele frio. A calçada molhada, meus pés no chão... Tua mão na minha Tua vida sem a minha sina. O desejo que mata e a hora do relógio que agora nos ameaça. Tua boca me chama pra briga Tuas mãos enlaçam nas minhas Um arrepio percorre a espinha E por aí nossos beijos se vão... Então o nosso tempo para Os nossos olhos falam O nosso corpo acalma O tic-tac do relógio despara Tua hora de ir pra sempre chegava Me corpo fervia, queimava E eu pensava com ele e ousava Na fome de te ter sem razão. Então a hora gritava A dor no coração chegava Agente se olhava e chorava Nosso último beijo rolava E agora eu viveria em vão.
No frio ele nos aquecia... No calor, esquentava ainda mais o que já nem precisava Na minha vida um companheiro de cena Que mesmo sem muita função muitas vezes se fazia essencial para mim. Nas noites frias de choro ali eu me encontrava tentado te encontrar... Nas noites frias contigo ele servia para nos esquentar. Deitados sobre ele entre abraços finitos E olhares sinceros me via bem... Quando sozinha pensava nos momentos de choro Que me faziam lembrar tudo o que já não precisava mais ser lembrado. Ali era nosso ponto de encontro Sentávamos ali no fim da tarde simplesmente pra vermos juntos a noite chegar No canto do nosso sofá palavras curtas Olhares poucos Sentimentos... muitos. Jogada naquele sofá eu me via te esperar, te encontrar, te achar e deixar.... No canto daquele sofá eu me via te desejar Te imaginar E agora me realizar. Ali escutei as mais belas frases Vivi os mais belos sorrisos E falei palavras ao pé do ouvido. Senti teu cheiro Olhei profundamente nos teus olhos Beijei tua face Apertei forte suas mãos. Me joguei nas curvas do seu corpo Te entreguei meu coração. Ali no canto do sofá fica nossa história pra contar. Entre choros e sorriso Agora tenho quem preciso Para de fato dividir comigo o meu sofá.
Então naquela sutil noite eles se encontraram... Os olhares eram firmes e intensos O abraço era forte e doloroso Os sorrisos eram trêmulos E os desejos instigantes. A meia noite ele batia em seu portão Falando pouco porém falando tudo. Falava de seus medos e desejos como nunca mais tinha ousado falar. No frio que naquela noite havia um precisava do abraço do outro para se esquentar. Porém a barreira colocada entre os dois se fazia firme apesar dos olhares que os condenavam. O desejo que se fazia presente nos dois, fazia com que as mãos alcançassem o que queriam mais antes a consciência se instalava e impedia. Em pouco tempo, ele tomou seu rumo. Despediu-se de longe para não haver contato. Fingiu esquecer do abraço e do beijo de adeus para não cometer nenhum deslize. Por fim um deslizava no desejo do outro e lamentavam a má sorte de terem encontrado uma brecha na impassível camada que agora os separam. Porém nada se podia fazer . A escolha estava feita o destino era aquele e ninguém até então podia reverter.
Agora vai... Realizar seu sonho em outra dimensão. Encontrar seu amor em outra estação. Mostrar pra vida a arte do nosso coração Agora vai... Ser Feliz longe de tudo aqui Deixar saudade para nós aqui Saciar seus desejos construídos e seus sonhos loucos. Agora vai... Dar início ao nosso mais novo sonho Dar continuidade ao nosso choro De estar longe de um e agora outro Deixa o sonho levar a tua mente. Tenta nunca acordar deste sonho. Mas lembra que você é parte da minha vida é parte dos meus sonhos. Agora vai... Seja feliz nessa sua estrada sem fim Crie força quando achar que vai cair. Lembra de tudo e qualquer coisa grite por mim. Te amo muito Além de tudo.
A saudade chega sorrateira, silenciosa, disfarçada de algo que não consigo decifrar, definir ou compreender. É um aperto que me seca a garganta, lacrimeja os olhos e me faz lembrar da angústia da distância. Fico meio sem saber o que fazer, relegada à impotência de apenas senti-la, da forma mais viva que me é permitido e imposto. Assim me vejo perdida no vão da distância que agora existe entre nós. Me preparaste para caminhar só. Mas não me preparaste para conviver com a saudade. Sinto falta dos seus berros aos meus ouvidos e dos 7 e 8s que você contava nos ensaios. Sinto falta do seu silêncio quando eu fazia tudo errado. Sinto falta das nossas risadas e das nossas bagunças nos fins de semana. Bom que me deixaste a sua dança, que me ensinaste teus passos. Assim eu vou suprindo a sua falta com seu próprio ensinamento. Usando eles para construir minha bagagem como se fosse um espetáculo. Para daqui a um tempo tudo isso acabar e juntos mais uma vez entrarmos em Cena. Pai Valber, eu te amo.
Eu poderia lhe dizer palavras lindas e loucas como as idéias que vem em minha mente. Poderia transformar-me em sentimentos como sempre fiz e esquecer a razão. Poderia esquecer tudo que nos separa e te juntar a mim com um único gesto ou talvez com uma única palavra. Poderia deixar de ser boba e agarrar-te feito uma louca mesmo que isso acabasse em confusão. Esqueceria minha timidez no meu quarto e deixaria minha versão menina de lado como nunca fiz de fato para ganhar seu coração. Roubaria tuas forças para que você nem mesmo pudesse raciocinar. Mostraria ao mundo os sentimentos que tenho escondido até mesmo de mim. Mas não me enganaria ao agir assim... Faria em segundos todas as loucuras criadas em milhares de minutos e reconstruiria seus desejos mostrando a ti que desejo é o primeiro passo do amor que almejo e esse amor se tornou um medo pois não lhe tenho diante de mim.
Me tornei o desejo alheio... A cobiça intensa A forma explicita do querer... Me envolvi, me entreguei, Errei... Por me jogar sem precaução. Aprendi... Mas pude notar que faltava em mim a frieza de antes. A frieza que me fazia dizer não sempre que queria. Hoje mais uma vez uma pedra de gelo ocupa o lugar do meu coração. E é mantida pela falta do calor dos teus braços e pela frieza da minha alma. Quebrar essa pedra faria com que todo meu sentimento terminasse como água. E talvez traria de volta a alegria do meu olhar. Mas de fato prefiro ficar com essa pedra fria, pois não conseguirei suportar outro vazio dentro de mim... Antes um coração de gelo que mais um espaço sem nada.