sexta-feira, 30 de julho de 2010

Meu corpo e o teu , O desejo e sua ida...

Passa o tempo e estou naquele mesmo percurso...
Novamente sinto aquele frio.
A calçada molhada, meus pés no chão...
Tua mão na minha
Tua vida sem a minha sina.
O desejo que mata e a hora do relógio que agora nos ameaça.

Tua boca me chama pra briga
Tuas mãos enlaçam nas minhas
Um arrepio percorre a espinha
E por aí nossos beijos se vão...
Então o nosso tempo para
Os nossos olhos falam
O nosso corpo acalma
O tic-tac do relógio despara
Tua hora de ir pra sempre chegava
Me corpo fervia, queimava
E eu pensava com ele e ousava
Na fome de te ter sem razão.
Então a hora gritava
A dor no coração chegava
Agente se olhava e chorava
Nosso último beijo rolava
E agora eu viveria em vão.

Por Juliana Bezerra

quarta-feira, 23 de junho de 2010

No canto do Sofá

No frio ele nos aquecia...
No calor, esquentava ainda mais o que já nem precisava
Na minha vida um companheiro de cena
Que mesmo sem muita função muitas vezes se fazia essencial para mim.

Nas noites frias de choro ali eu me encontrava tentado te encontrar...
Nas noites frias contigo ele servia para nos esquentar.
Deitados sobre ele entre abraços finitos
E olhares sinceros me via bem...
Quando sozinha pensava nos momentos de choro
Que me faziam lembrar tudo o que já não precisava mais ser lembrado.
Ali era nosso ponto de encontro
Sentávamos ali no fim da tarde simplesmente pra vermos juntos a noite chegar
No canto do nosso sofá palavras curtas
Olhares poucos
Sentimentos... muitos.
Jogada naquele sofá eu me via te esperar, te encontrar, te achar e deixar....
No canto daquele sofá eu me via te desejar
Te imaginar
E agora me realizar.
Ali escutei as mais belas frases
Vivi os mais belos sorrisos
E falei palavras ao pé do ouvido.
Senti teu cheiro
Olhei profundamente nos teus olhos
Beijei tua face
Apertei forte suas mãos.
Me joguei nas curvas do seu corpo
Te entreguei meu coração.
Ali no canto do sofá fica nossa
história pra contar.
Entre choros e sorriso
Agora tenho quem preciso
Para de fato dividir comigo o meu sofá.

domingo, 16 de maio de 2010

O quase...

Então naquela sutil noite eles se encontraram...
Os olhares eram firmes e intensos
O abraço era forte e doloroso
Os sorrisos eram trêmulos
E os desejos instigantes.

A meia noite ele batia em seu portão
Falando pouco porém falando tudo.
Falava de seus medos e desejos como nunca mais tinha ousado falar.
No frio que naquela noite havia um precisava do abraço do outro para se esquentar.
Porém a barreira colocada entre os dois se fazia firme apesar dos olhares que os condenavam.
O desejo que se fazia presente nos dois,
fazia com que as mãos alcançassem o que queriam mais antes a consciência se instalava e impedia.
Em pouco tempo, ele tomou seu rumo.
Despediu-se de longe para não haver contato.
Fingiu esquecer do abraço e do beijo de adeus para não cometer nenhum deslize.
Por fim um deslizava no desejo do outro e lamentavam a má sorte de terem encontrado uma brecha na impassível camada que agora os separam.
Porém nada se podia fazer .
A escolha estava feita o destino era aquele e ninguém até então podia reverter.

Por Juliana Bezerra

Agora vai...


Agora vai...
Realizar seu sonho em outra dimensão.
Encontrar seu amor em outra estação.
Mostrar pra vida a arte do nosso coração
Agora vai...
Ser Feliz longe de tudo aqui
Deixar saudade para nós aqui
Saciar seus desejos construídos e seus sonhos loucos.
Agora vai...
Dar início ao nosso mais novo sonho
Dar continuidade ao nosso choro
De estar longe de um e agora outro
Deixa o sonho levar a tua mente.
Tenta nunca acordar deste sonho.
Mas lembra que você é parte da minha vida é parte dos meus sonhos.
Agora vai...
Seja feliz nessa sua estrada sem fim
Crie força quando achar que vai cair.
Lembra de tudo e qualquer coisa grite por mim.
Te amo muito
Além de tudo.

domingo, 9 de maio de 2010

Distância que gera saudade.


A saudade chega sorrateira, silenciosa,
disfarçada de algo que não consigo decifrar, definir ou compreender.
É um aperto que me seca a garganta,
lacrimeja os olhos e me faz lembrar da angústia da distância.
Fico meio sem saber o que fazer, relegada à impotência de apenas senti-la, da forma mais viva que me é permitido e imposto.
Assim me vejo perdida no vão da distância que agora existe entre nós.
Me preparaste para caminhar só.
Mas não me preparaste para conviver com a saudade.
Sinto falta dos seus berros aos meus ouvidos e dos 7 e 8s que você contava nos ensaios.
Sinto falta do seu silêncio quando eu fazia tudo errado.
Sinto falta das nossas risadas e das nossas bagunças nos fins de semana.
Bom que me deixaste a sua dança, que me ensinaste teus passos.
Assim eu vou suprindo a sua falta com seu próprio ensinamento.
Usando eles para construir minha bagagem como se fosse um espetáculo.
Para daqui a um tempo tudo isso acabar e juntos mais uma vez entrarmos em Cena.
Pai Valber, eu te amo.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Sentimentos que escondo até de mim...


Eu poderia lhe dizer palavras lindas e loucas como as idéias que vem em minha mente.
Poderia transformar-me em sentimentos como sempre fiz e esquecer a razão.
Poderia esquecer tudo que nos separa e te juntar a mim com um único gesto ou talvez com uma única palavra.
Poderia deixar de ser boba e agarrar-te feito uma louca mesmo que isso acabasse em confusão.
Esqueceria minha timidez no meu quarto e deixaria minha versão menina de lado como nunca fiz de fato para ganhar seu coração.
Roubaria tuas forças para que você nem mesmo pudesse raciocinar.
Mostraria ao mundo os sentimentos que tenho escondido até mesmo de mim.
Mas não me enganaria ao agir assim...
Faria em segundos todas as loucuras criadas em milhares de minutos e reconstruiria seus desejos mostrando a ti que desejo é o primeiro passo do amor que almejo e esse amor se tornou um medo pois não lhe tenho diante de mim.

Por Juliana Bezerra

domingo, 21 de março de 2010

A nossa última noite...

Naquela noite arrumava-me com o gosto que até hoje me falta.

Perfumava-me , maquiava-me...

Como se fosse a última vez.

Ajeitava meus cabelos e na luz que faltava te esperava ansiosamente.

Ao te ver senti uma frieza tremenda que me congelava até a alma.

E recebi ali naquele momento o maior dos maiores abraços...

Um abraço que arrancava-me desejos...

Um abraço que me fazia sentir medo...

Um abraço forte e infinito...

O meu único abraço seguro.

Tinha a certeza das palavras que me falaria.

Mas não queria acreditar...

Ouvi tudo, quase tudo em perfeito estado,e ao fim fui me desmontando,

me desesperando e não consegui controlar minhas lágrimas.

Nas suas últimas palavras um beijo...

Um beijo que quebraria a frieza das palavras...

Um beijo que reconstruiria o que se desmontou...

Um beijo que não aconteceu...

Para não envolver amor e dor.

Eu tentava não derramar as lágrimas e só ter-te ali me consolando.

Mesmo sabendo que você era quem teria acabado comigo.

As noites tem passado lentamente e como num repente me vejo a te afagar...

Tento não querer, não desejar, não pensar...

Mas quando acho que esqueci alguém me faz lembrar.

Estou aprendendo a conviver com a sua ausência mesmo na sua presença...

A não notar todas as suas palavras, e todos os seu apaixonantes gestos...

Mas o desespero fala mas alto.

A cada dia vou morrendo por dentro , pois me falta a parte que você levou de mim.

Queria hoje tornar-me a outra.

Para fazer da minha próxima noite uma noite única, quem sabe a última...

Mas uma noite de lembraças boas.

Por Juliana Bezerra