Novamente sinto aquele frio.
A calçada molhada, meus pés no chão...
Tua mão na minha
Tua vida sem a minha sina.
O desejo que mata e a hora do relógio que agora nos ameaça.
Tua boca me chama pra briga
Tuas mãos enlaçam nas minhas
Um arrepio percorre a espinha
E por aí nossos beijos se vão...
Então o nosso tempo para
Os nossos olhos falam
O nosso corpo acalma
O tic-tac do relógio despara
Tua hora de ir pra sempre chegava
Me corpo fervia, queimava
E eu pensava com ele e ousava
Na fome de te ter sem razão.
Então a hora gritava
A dor no coração chegava
Agente se olhava e chorava
Nosso último beijo rolava
E agora eu viveria em vão.
Por Juliana Bezerra

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