Os olhares eram firmes e intensos
O abraço era forte e doloroso
Os sorrisos eram trêmulos
E os desejos instigantes.

A meia noite ele batia em seu portão
Falando pouco porém falando tudo.
Falava de seus medos e desejos como nunca mais tinha ousado falar.
No frio que naquela noite havia um precisava do abraço do outro para se esquentar.
Porém a barreira colocada entre os dois se fazia firme apesar dos olhares que os condenavam.
O desejo que se fazia presente nos dois,
fazia com que as mãos alcançassem o que queriam mais antes a consciência se instalava e impedia.
Em pouco tempo, ele tomou seu rumo.
Despediu-se de longe para não haver contato.
Fingiu esquecer do abraço e do beijo de adeus para não cometer nenhum deslize.
Por fim um deslizava no desejo do outro e lamentavam a má sorte de terem encontrado uma brecha na impassível camada que agora os separam.
Porém nada se podia fazer .
A escolha estava feita o destino era aquele e ninguém até então podia reverter.
Por Juliana Bezerra




